Muitas vezes o perfeccionismo, algo comum na vida de bailarinos, torna-se extremo e acaba sendo prejudicial. É importante que uma bailarina seja perfeccionista, já que muito do que fazemos se baseia em se aperfeiçoar cada vez mais. Mas quando isso se torna neurótico, pode causar problemas psicológicos e até mesmo fazer com que você perca seu amor pela dança. O perfeccionismo exagerado caracteriza-se pela constante necessidade de aprovação, pelo foco nos erros ao invés das conquistas. Enquanto o perfeccionista saudável sabe que existem altos e baixos e busca nos erros um jeito de melhorar, o neurótico acredita que só existe sucesso ou fracasso, e possui padrões tão altos que é quase impossível que atinja sua visão de sucesso. Ele tende a dar importância demais ao produto final, sem enxergar o valor do esforço e do processo de realização. Caso você se identifique com isso, aqui vão algumas dicas:
- Imagine que você é o seu melhor amigo. Se o seu melhor amigo fosse falar com você sobre o quanto ele se sente mal sobre si mesmo, você não ia lhe dizer que ele é um completo perdedor! Você iria lhe mostrar seus pontos fortes e enxergar com a razão os motivos que levaram ele a se sentir desse modo.
- Quando você perceber que está tendo um pensamento negativo, interrompa-o o mais rápido possível. Depois, repense a situação buscando no erro uma oportunidade de aprendizado.
- Pense sobre o que você tem dito a si mesmo. Você fica o tempo todo pensando como não tem potencial ou fica orgulhoso de fazer bem um passo? Sempre existem coisas boas e ruins a serem observadas, e enxergar apenas as ruins não te leva a lugar nenhum além de se sentir mal consigo mesmo.
Ninguém gosta de conviver com pessoas que só sabem se criticar e têm uma visão negativa de tudo. Aceite as suas imperfeições e trabalhe duro no que você pode melhorar. E lembre-se: você é aquilo que você pensa!
domingo, 7 de junho de 2009
"(...) Quando ela dança, às vezes o passado se une ao futuro, E tudo que importa é o momento presente, que parece abranger todos os tempos. Cada passo torna-se uma rede, na qual captura sua vida, E a ilumina para que os outros possam ver, Depois a deixa ir, como um sonho. É verdade que, geralmente, quando ela dança, Ela mostra cada parte de sua história Mas outras vezes, quando ela dança, Sua história desaparece. Ela é qualquer pessoa que queira ser quando dança. (...)"
Primeiramente, me desculpem pelo loooongo tempo sem postar! Pra compensar, hoje eu vou postar um texto GIGANTE, que tive muito trabalho para traduzir e adaptar de um site em inglês, mas achei que valia a pena por ser muito interessante. Tenham um pouquinho de paciência pra ler e desfrutem!
Dominar fouettés italianos consecutivos pode parecer um desafio monumental, mas toda bailarina que almeja o papel principal em clássicos como Paquita sabe que deve vencer esta difícil etapa. Seguem alguns conselhos sobre como realizar fouettés italianos com confiança. Fouettés italianos começam com um relevé développé écarté devant, seguido por uma passagem através da primeira posição virando para a diagonal de trás e um fouetté para trás parando em atitude croisé. Não se assuste com o passo só por parecer complicado, é basicamente uma questão de juntar os passos que você já conhece. Para praticar os fundamentos, você pode treinar uma parte da sequência na barra. Inicie em plié sobre o pé esquerdo com o pé direito estendido devant, mão esquerda sobre a barra, e depois gire 180 graus passando a perna para attitude, recuperando a barra com a mão direita. Uma vez que você se sinta confortável executando o passo sem depender muito da barra, avance para o centro. É recomendado, também, praticar releves consecutivos no centro, em um pé, para construir a força necessária para vários fouettés. Experimente diferentes posições, de coupé para arabesque, sempre mantendo o apoio no seu eixo. Também pode ser útil começar trabalhando o passo em meia ponta antes de tentar na ponta Os relevés em écarté e em attitude atrás podem ser a formulação de partes de um fouetté italiano, mas é preciso prestar atenção à ligação entre os passos.
No que é necessário prestar atenção durante a execução do passo: -A passagem pela primeira posição após o developpé, com ambas as pernas, em demi-plié e quadril alinhado. -Não deixar cair as costas durante as transições, tornando mais difícil voltar para a ponta no próximo relevé. Manter a energia do corpo levantado, mesmo em plié. -Completar cada rotação antes de avançar para a próxima. É necessário dar a volta inteira, até o término em um belo attitude croisé. Não fazer isso torna mais difícil iniciar o próximo relevé, além de criar uma imagem esteticamente ruim para a platéia. -Focar na perna de base, não apenas na perna que está sendo trabalhada. Quando você faz o fouetté attitude, você também deve girar o interior da coxa na perna de base para sustentar a posição. Certifique-se de sua coxa de base está en dehors e se o seu calcanhar está girando durante cada relevé. -Manter o movimento suave. O port de bras deve estar coordenardo com as pernas, tronco e pés, de forma que os braços complementem e auxiliem o passo. Além disso, certifique-se de girar os ombros com cada fouetté. Há uma tendência, de quando o passo vira à esquerda, por exemplo, o ombro direito ficar para trás.
Como acontece com qualquer passo difícil, realizar fouettés italianos é, em parte, cerca de acreditar em si mesmo e transpassar barreiras psicológicas. Perca o medo. Domine-os e aprecie-os. Trabalhe praticando insistentemente para ambos os lados, não apenas para o lado da sua melhor perna. Além disso, não desanime se você não pode executar 32 seguidos imediatamente! Comece com apenas algumas repetições até que você possa criar força para fazer mais. Este é um passo avançado que exige consciência, força e coordenação. A dança é cheia de desafios, e isto é algo interessante. Ataque-os com esperteza, entusiasmo e determinação.
Geeente, eu achei uma coisinha bailarinística tão interessante! É uma comunidade de uma coisa que eu seeempre imaginei. Tá, tem 20 e poucos membros, mas é super interessante. Uma cidade para bailarinas(os)! Imagina só: Todo mundo de tutu e casaca, atravessando a rua fazendo grand jeté, fazendo pas de bourreé em vez de andar, dizendo obrigada fazendo reverência, lojas e mais lojas com coisas de ballet, sapatarias só de sapatillhas, AAAAAH! Seria bom demais! Pelo menos pra mim, e para os meus companheiros de vício desesperado e amor incondicional por ballet. E acho que não são tão poucos assim... Bem podiam criar uma cidade dessa mesmo! Mas, enquanto não criam, entremos na comunidade e sonhemos juntos!
A disciplina é algo marcante no ballet clássico. Mais do que uma característica, ela se torna uma exigência aos praticantes dessa arte. No dicionário, encontramos para disciplina as seguintes definições: 1. Conjunto de leis ou ordens que regem certas colectividades. 2. Boa ordem e respeito. 3. Submissão, obediência. 4. Instrução e educação. 5. Obediência à autoridade. O ballet clássico, como o próprio nome já diz, tem um estilo clássico, impecável. Por se tratar de uma arte complexa e que exige muita dedicação, não há como ser de outro jeito. Uma bailarina clássica precisa ter uma consciência de respeito e educação além do que é considerado "normal" atualmente fora de uma sala de aula. Em primeiro lugar, é muito importante respeitar rigorosamente os horários e a uniformização. Após o começo da aula, deve-se falar apenas o indispensável e manter a atenção sempre voltada à aula, ao próprio corpo, aos passos e à qualquer outra coisa dita pelo professor. É preciso, também, saber aceitar as críticas feitas pelo professor e utilizá-las ao máximo para crescimento próprio. Ballet clássico é algo rígido, e, ao optar por praticá-lo seriamente, é preciso ter consciência disso e simplesmente aceitar. Essas características de maior formalidade e sofisticação exigidas das bailarinas provêm desde a origem do ballet, onde ele era utilizado como forma de entretenimento da corte, e, apesar de antigas, permaneceram intactas por serem parte da beleza do estilo. Vários outros tipos de dança surgiram a partir do ballet clássico, nos quais não é exigida tanta rigidez, mas sempre vai existir um palco e uma grande audiência aos amantes dessa arte tradicional e imortal.
A respiração correta favorece a saúde de todos, mas dentro das artes corporais, como a dança, ela é decisiva para a qualidade expressiva e artística. A respiração incorreta possibilita um número menor de movimentos além de provocar uma ruptura na seqüência de harmonia da dança. A respiração adequada facilita, principalmente, a fluência do movimento, isto é, a precisão e continuidade do mesmo. A inalação deve ser associada a movimentos de expansão e liberação do corpo. A exalação deve ser associada a movimentos de contração. A prática dessa técnica permite a integração corporal, pois os exercícios trabalham o corpo como um todo indissociável, sem fragmentar movimentos de braços e pernas em que o centro fica esquecido. Além da melhora na expressividade, o método também ajuda a prevenir lesões, compensando relativamente os movimentos repetitivos. A respiração consciente é essencial no processo de compreensão do movimento, no trabalho simultâneo e harmônico de corpo e mente. O ideal é deixá-la fluir sem suspende-la ou bloqueá-la para que se tenha não somente uma substancial melhora na qualidade da dança e dos demais exercícios físicos, como também na qualidade de vida.
Olá povãaao! Depois de algum (muito) tempo sem postar nada decente, me animei com um comentariozinho dizendo que meu blog é lindo e que eu devia voltar a postar! Então, mesmo sem inspiração, vou tentar alguma coisa ok? Falemos sobre pés!
Logo que você entra no ballet, você nem liga pro seu pé. A única relação que você conhece entre ballet e pés é que o seu pé vai ficar bem feio depois de um tempo. Mas aí o tempo passa, as coisas surgem, e você descobre umas definições de pé que não-bailarinos nem têm idéia que existem. Aí, dependendo da sua sorte, você já nasceu com um pé maravilhoso Alessandra Ferri ou vai precisar trabalhar um pouquinho até conseguir ter um pé satisfatório. Mas agora, o que seria um pé satisfatório?
Na opinião de algumas pessoas, é apenas você ter um colo enorme e absurdo. Se for o seu caso, compre um colo de pé falso e seja feliz! Mas, na minha opinião, é muito mais lógico você trabalhar o seu pé, para, além de desenvolver seu colo, deixá-lo mais forte e flexível. Então segue um exercício para seus lindos (lindos?) pés, que vai além do simples "flex, ponta", retirado do site http://www.baledacidade.com.br/:
1) Com a panturrilha apoiada sobre a coxa contralateral, deixando o pé livre, segure o calcanhar entre os dedos indicador e polegar, de forma a mantê-lo fixo e imóvel. Inicie a seguir a flexão plantar pelos dedos, das pontas até a base, continuando pelo médio pé, até o limite que consiga sem mover o calcanhar. Repita várias vezes e observe.
2) Repita o movimento anterior, iniciando a flexão pela base dos dedos (metatarso–falangeana) e evoluindo ao médio pé. Após os exercícios, alongue os flexores e panturrilha por alguns segundos.
Este exercício propicia uma flexão funcional, mais estética, proporcionando estabilidade do médio pé, dando proteção principalmente durante os saltos.
No site Le monde du ballet, você também encontra alguns exercícios mais clássicos que auxiliam no fortalecimento dos pés!
Gente, como eu estou totalmente sem idéia do que postar (se alguém tiver alguma sugestão, inclusive, será muito bem-vinda), vou postar só um videozinho do Anaheim Ballet de uma menininha muuuuito fofa. Ela tem 10 anos, é muito boa e, ainda por cima, linda. E, se eu entendi direito, ela começou na ponta há TRÊS MESES. É, quem pode, pode (acho que com três meses de ponta eu não fazia nem pas de bourreé).
Beijinhos bailarinísticos pra vocês e, em breve, um post melhor!
Hoje, pesquisando a possível causa da minha dor na coxa, fui parar não sei como num site que falava sobre estalo do quadril. E, por acaso, há um tempão que eu já tinha notado que meu quadril estalava na hora do plié (ou a qualquer momento), mas nem liguei, sempre fui meio cheia de coisas esquisitas mesmo! Mas dizia no site que é comum bailarinas terem isso, e comecei a pesquisar mais. Fui parar, então, num site que falava sobre várias lesões comuns na dança (e principalmente no Ballet Clássico), e achei bem interessante, apesar de não ter gostado muito de descobrir que tenho a maioria delas! Mas, sinceramente, eu nem ligo. Como diz a introdução do texto, na opinião do bailarino "a arte justifica a dor e, no palco, o “show sempre deve continuar”". E, apesar de saber que não é muito bom, é exatamente como eu penso. Mas acho que é interessante conhecer, nem que seja pra saber que aquela sua dorzinha nas costas é, nada mais, nada menos, que uma Espondilolistese degenerativa. Veja aqui o artigo e descubra quantas coisas de nomes estranhos você tem e nem sabia!
Olá adoradores da dança! Hoje eu vou postar uma coisa que é meio bobinha, mas achei interessante (e, afinal, é uma coisinha e é bailarinística, então tá válido!). Outro dia, num momento de tédio (juro que foi só pelo tédio), fui persuadida pela minha amiga a ir montar dolls. Não fiquei muito animada com a idéia, mas quando entrei no site percebi que... TEM DOLLS DE BALLET! E não é uma coisa mal-feita com a fita da sapatilha amarrada até o joelho e posições inventadas nãaao, é super bonitinho! O pé da bailarina tá en dehors e tudo! Tudo bem que dolls não são a coisa mais divertida do mundo, mas quem vai negar que já passou horas na frente do pc brincando disso um dia? E gente, é ballet! E tudo que tem a ver com ballet é lindo! Então deixe a vergonha de lado e clique aqui para brincar (afinal, ninguém vai ficar sabendo mesmo)!