segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Faixas elásticas

Theraband, ou faixas elásticas, são geralmente utilizadas por fisioterapeutas para ajudar bailarinos a se recuperarem rapidamente quando sofrem alguma lesão. Mas mesmo sem se machucar, bailarinos tem utilizado as vantagens da Theraband e dedicado um pequeno tempo diário para "afinar o instrumento" e prevenir lesões. As vantagens da Theraband são que ela é portátil (pode ser facilmente levada na sua bolsa de ballet) e é efetiva quando utilizada apropriadamente.
Aqui há três bons exercícios para os seus pés. Você vai precisar de uma faixa elástica, que pode ser encontrada em algumas lojas de artigos de dança, médicos ou esportivos. A Theraband tem diversos níveis de resistência. Para iniciantes, pode ser usada a verde ou vermelha, e, para mais avançados, a azul ou preta. Lembre-se que você ganha mais fazendo poucas repetições lentas e conscientes do que várias rápidas e de qualquer maneira. Algumas coisas a serem observadas:
- Faça cada exercício em ambas as pernas por volta de 10 repetições ao dia. Aumente a frequência e o número de repetições conforme você for ganhando força
- Esteja sempre atento ao alinhamento do seu tornozelo.
Lembre-se que, se você sentir alguma dor indevida, deve parar imediatamente. Você pode estar forçando demais ou piorando uma lesão antiga. Dê uma pausa e tente de novo mais tarde. Consulte um fisioterapeuta se o problema persistir.

Flexionar e esticar

Trabalha com os estabilizadores do tornozelo, reforça o arco e dedos do pé, estica o tendão de Aquiles.

    1. Sente-se com as suas pernas paralelas esticadas à sua frente. Posicione a Theraband embaixo dos dedos dos seus pés.
    2. Comece com o seu pé flexionado. Retire a folga e deixe a faixa paralela às suas pernas. Mantenha a tensão constante deixando os seus braços em uma posição firme.
    3. Lentamente, estique o seu pé até a posição de ponta. Segure por 3 tempos e volte a posição inicial. Repita.

Flexionar e relaxar

Trabalha os estabilizadores do tornozelo, fortalece os músculos flexores do tornozelo, ajuda a prevenir dores nas canelas.

    1. Comece com o seu pé relaxado. Tire a folga e mantenha a faixa no mesmo plano horizontal do seu pé (se você segurá-la acima do seu pé, vai acabar o entortando para dentro). Mantenha a tensão constante deixando os seus braços em uma posição firme.
    2. Lentamente flexione o tornozelo. Segure por 3 tempos e volte a posição inicial. Repita.

Contração dos dedos

Trabalha o arco e flexores do pé, ajuda a evitar a fascite plantar. Pode ser feito sentado ou em pé.

  1. Coloque a Theraband esticada embaixo e ao longo do seu pé. Comece com o pé relaxado. Depois alongue os seus dedos mantendo o resto do seu pé sobre a faixa.
  2. Contraia os seus dedos tentando segurar uma parte da faixa embaixo do seu pé. Segure por 3 tempos e volte à posição inicial. Tente pegar um pedaço maior da faixa a cada repetição.

Siga as orientações acima e espere de 6 a 8 semanas para começar a sentir a diferença. Mantenha o que você conseguiu, fazendo os exercícios pelo menos 3 vezes por semana.

Esse vídeo também mostra alguns exercícíos:


sábado, 31 de outubro de 2009

Bailarinos e preconceitos

Como nunca dediquei nenhum post especificamente aos meninos, resolvi falar sobre o tema mais clássico que os envolve: o preconceito. Todos tem conhecimento do preconceito que envolve homens e ballet. Qualquer homem que opte por seguir esse caminho provavelmente vai ser tachado de homossexual em algum momento. Por que? Como qualquer tipo de preconceito, a ignorância é a causa. A grande maioria das pessoas que rotula bailarinos estão num grupo que não tem o mínimo conhecimento a respeito de ballet. Não tem a mínima idéia do papel que o bailarino exerce. O ballet é, muitas vezes, visto como delicado e feminino; porém, o homem exerce um papel totalmente diferente do das meninas, o qual exige até mesmo muita força física. Óbvio que existem bailarinos homossexuais (assim como existe em qualquer profissão), mas existem heterossexuais que devem ser respeitados, afinal, não existe nenhuma relação direta entre uma coisa e outra. Se a dança, hoje em dia, ainda tem um número de homens muito reduzido em relação ao número de mulheres, o preconceito (que muitas vezes vem até da própria família) certamente é a causa principal. Por que? Até quando?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Dicas gerais

A página que estou postando hoje é parte de uma monografia que encontrei que aborda a relação entre ballet e fisioterapia. Achei que valia a pena postar por ter várias informações gerais que possivelmente devem ajudar a iniciantes, como posições de braços, pernas, mãos, cabeça, descrição de passos básicos etc., além de coisas mais técnicas como a mecânica do ballet. Clique aqui para ver.

sábado, 10 de outubro de 2009

Tendinite

Idéias para posts podem vir nas mais diferentes ocasiões. A minha para este veio ao ouvir o médico dizer que eu estou com tendinite no pé. Em tempo de ensaios e mais ensaios, espetáculo e festival chegando, nada mais inconveniente. Mas, pelo menos, a idéia para o post:

Tendinite é a inflamação que acontece nos tendões. Essa inflamação pode ter duas causas. A primeira são esforços prolongados e repetitivos, além de sobrecarga. Essa primeira causa é bem freqüente nas tendinites do ballet... A segunda causa é a desidratação: quando os músculos e tendões não estão suficientemente drenados devido à uma alimentação incorreta e toxinas no organismo, pode ocorrer uma tendinite. A tendinite se manifesta inicialmente com dores e muitas vezes com a incapacidade da pessoa em realizar certos movimentos. A pessoa pode sentir dores ao subir ou descer escadas, caminhar, dobrar os joelhos, entre outras posturas ou movimentos. Inicialmente, a tendinite pode ser confundida com artrite reumatóide. Portanto, há a necessidade de um bom médico para diagnosticar corretamente o problema. Dependendo da natureza e do grau de severidade da lesão, as formas de tratamento vão desde a indicação de anti-inflamatórios até a imobilização do membro afetado (por exemplo, tala ou engessamento). Em primeiro lugar, porém, é preciso repouso. Após um certo período, a pessoa é aconselhada a fazer fisioterapia, para acelerar o processo de cura. Uma das técnicas indicadas para a tendinite é a crioterapia, aplicação de bandagens a temperaturas muito baixas ou bolsas de gelo. Massagens também são indicadas como auxiliares no tratamento. A aplicação local de corticóides é apenas indicada dos casos mais graves.No caso de tendinite de origem química, os médicos indicam uma dieta alimentar especial, para prevenir a desidratação que pode resultar na pouca ou nenhuma lubrificação dos tendões e conseqüente no agravamento da doença. Essa dieta exige a retirada de alimentos ácidos e graxos, incluindo-se a manteiga e o chocolate e as frutas ácidas. Se a tendinite não for tratada em tempo ou da maneira adequada, ou mesmo se a fisioterapia não for feitadurante o período necessário, pode haver seqüelas. A pessoa não tratada pode sofrer uma ruptura do tendão após umperíodo de inflamação mal cuidado. Pode continuar com as dores e se tornar incapaz para o trabalho. Por isso, é importante seguir todos os passos indicados pelo médico para um pronto restabelecimento. Para prevenir a tendinite, não se deve expor-se a grandes períodos ininterruptos de exercício. Uma parada, uma pausa por alguns minutos pode significar um ganho em termos de continuidade em médio e longo prazo. Outra coisa para prevenir a tendinite é ter uma alimentação balanceada, evitando a tendinite química. Por último, vale lembrar que os casos mal curados podem acabar necessitando de cirurgia. Vale a pena, portanto, se preocupar com a prevenção, onde os gastos e o desgaste emocional são muito menores.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ser ou não ser bailarina, eis a questão

Esse post foge um pouco do padrão de textos desse blog. Não é uma dica, nem uma curiosidade, nem nada do gênero. É um desabafo meu como bailarina, e acredito que algumas de vocês irão se identificar (e outras, provavelmente, irão discordar).

Nos últimos dias (ou semanas ou meses) comecei a notar que eu simplesmente... cansei de ballet. Mas... e aí? Não que eu eu não ame, eu amo, mas eu cansei. Não vejo mais tanta graça em fazer coque, nem tanta beleza em meia calça, nem poesia na dor. Não acho mais as dificuldades estimulantes, e se tem uma coisa faltando é estímulo. O problema é largar tudo, é nunca mais calçar uma sapatilha de ponta e amarrar a fita de cetim, nunca mais vestir uma meia calça e se sentir meio boneca, nunca mais andar na rua de coque e ser olhada meio torto, nunca mais adorar encontrar coisas de ballet pra vender, nunca mais ir experimentar a roupa, nunca mais vestir um tutu maravilhoso e se sentir princesa, nunca mais dizer "Eu sou bailarina". Como largar aquilo pelo que eu mais sou conhecida? Não ser mais a bailarina da turma, nem a bailarina da família, nem a bailarina de si mesma. E o que fazer com o meu quarto lotado de coisas de ballet? O problema de largar o ballet não é largar o ballet. É largar o ser bailarina. Porque, infelizmente, não dá pra ser bailarina sem estar todos os dias se matando nas aulas, se acabando em ensaios intermináveis, estragando o cabelo em coques, passando por mil crises e estando sempre com dor. Infelizmente não dá pra simplesmente calçar a sapatilha de ponta, usar um tutu bandeja quando tiver vontade, e dizer que é bailarina quando bem entender. Infelizmente eu não nasci pra ballet. Mas tenho certeza que nasci pra querer ser bailarina. E disso, não sei se felizmente ou infelizmente, eu não consigo cansar.